Tag Archives: A mala de…

A Mala de… Pedro Fernandes!

Pedro Fernandes é guionista, ator e humorista. Às 5ªs feiras está no “5 para a meia noite”, a ‘hilariar’ as noites da RTP. Numa entrevista com muito humor à mistura [nem outra coisa era de esperar], revelou-nos que passou a sua lua de mel a desvendar o código da mala de viagem – ele afirma que foi só uma hora, mas nós não acreditamos. Diz que conhece o mundo inteiro porque o “5” passa na RTP Internacional – ainda lhe estivemos para explicar que são os espectadores do mundo inteiro que o conhecem e não o contrário, mas depois achámos melhor não estragar o sonho deste que é um eterno “Peter Pan”. Vamos espreitar a mala do ‘Pacheco’?

Imagem1Samsonite – O que é que não pode faltar na sua mala de viagem?Pedro Fernandes – Máquina de barbear, cotonetes, escova de dentes, fio dentário e cera para o cabelo. Tudo o resto posso dispensar.

Samsonite – E no momento de a arrumar, é organizado ou não perde muito tempo com os pormenores? [pausa] Aliás, arruma a própria mala ou delega funções? [risos]

P. F. – Claro que arrumo a minha mala. E é uma trabalheira. Como não posso levar os meus 100 pares de ténis Adidas, tenho que escolher roupa que combine só com dois ou três. E pensar se vai estar frio ou calor, quantas mudas preciso, quantos casacos, se levo camisas e algum blazer… Às vezes só me apetece desistir.

Samsonite – É vaidoso e leva a casa às costas, ou leva o mínimo indispensável?

P. F. – Levo até caber. Só paro quando a mala me implora para não a encher mais. E eu acho sempre que ainda cabem mais uns chinelos.

Samsonite – Tem alguma história caricata para revelar?

P. F. – Na minha lua-de-mel, chegados a Cuba, consegui estragar o fecho de código da nossa mala, e este, ao que parece, reprogramou-se com outro código qualquer. Tivemos quase uma hora para descobrir o novo código a experimentar todas as combinações. E depois, aconteceu tudo outra vez.

Samsonite – Chega a horas ao aeroporto ou chega mesmo em cima da hora?

P. F. – Normalmente em cima da hora. Gosto de ouvir o meu nome a ecoar por todo o aeroporto. Também já fui aplaudido por isso, quando já toda a gente estava sentada no avião. É sempre agradável ser reconhecido.

Samsonite – Até ao momento, qual foi o local que mais gostou de conhecer?

P. F. – O estúdio do “5 para a meia-noite”. Leva-me a todo o lado. Dá na RTP internacional!

Samsonite – Er…. E ao “vivo”, quantos países conhece?…

P. F. – Conheço alguns. Serão sempre poucos. Anseio conhecer o mundo. Mas os putos nunca mais crescem!

Samsonite – Se neste momento pudesse entrar num avião rumo a um qualquer destino, qual seria a sua escolha?

P. F. – Rumo ao futuro. Para um futuro livre de pagamentos à Troika.

Samsonite – E esta fotografia que escolheu para esta entrevista?…

P. F. – Foi tirada na Disneyland Paris. Adorei a viagem pela alegria que proporcionei ao meu filho. E acho que me diverti tanto ou mais do que ele!

Samsonite – Se pudesse espreitar uma mala, de quem seria?…

P. F. – Espreitava a do nosso Ministro das Finanças, o Dr. Vítor Gaspar. E nem queria espreitar. Só queria mesmo era que ele estivesse de malas aviadas. [Na altura desta entrevista, ainda atual Ministro, mas parece que o Pedro Fernandes tem poderes mágicos]

Obrigada Pedro. Vamos estar atentos, na próxima vez que viajarmos, à espera de ouvir o seu nome a ecoar pelo aeroporto!

A Mala de… Miguel Duarte!

Quem é Miguel Duarte, perguntam. É o nome por trás da Samsonite, em Portugal. Miguel Duarte faz tudo [como costuma dizer] na Modarte, a empresa que representa a Samsonite no nosso país e onde trabalha há já 14 anos. É um apaixonado por malas de viagem e afirma que nunca usou nenhuma de outra marca. Só não tem mais em casa, por falta de espaço. Em conversa com o By Your Side, revelou-nos alguns pormenores surpreendentes sobre as malas mais antigas – traziam um manual de instruções para dobrar roupa. E ainda nos brindou com uma foto muito divertida, tirada a propósito dos 100 anos da marca.

Samsonite –  O que é que podemos encontrar na sua mala de viagem?

Miguel Duarte – De tudo um pouco… Infelizmente levo sempre coisas a mais. Como não tenho tempo de planear a viagem nem a mala, na dúvida meto tudo lá para dentro. Mas também depende da viagem, se é de trabalho ou lazer. Quando vou em trabalho preocupo-me por levar sempre um blazer e apesar de estar “fora de moda” levo sempre uma gravata.

Samsonite – Quantas malas tem atualmente?

M. D. – Mais de 10… O problema é que adoro os produtos que vendo! Só não tenho em casa por falta de espaço.

Samsonite – Tem alguma preferida? 

M. D. – Apesar de ter muitas malas, quando vou em família levo sempre umas malas “antigas”, com 15 anos, que foram oferecidas pelo meu pai. São daquelas malas horizontais, que pesam 7 kg, mas não sei porquê tenho uma relação emocional com elas.

Samsonite – Tem sempre as últimas novidades ou “em casa de ferreiro, espeto de pau”, como diz o ditado?

M. D. – Sempre que sai algum modelo inovador ou com algo especial, não resisto em trazer uma para casa e testá-la. Renovo o meu “stock” pessoal de malas sempre que alguma me chama a atenção. Por outro lado, tenho um exemplo na família oposto, o meu pai, que tem uma mala com mais de 20 anos.

Samsonite – Gosta de malas arrojadas ou prefere as clássicas?

M. D. – Gosto de malas arrojadas, quando as mesmas têm uma história relativa ao design ou conceito. Se forem simplesmente arrojadas pela imagem, mas sem algum detalhe diferente, prefiro as clássicas.  Mas confesso que os modelos que uso são mais clássicos.

Samsonite – Confesse: já usou alguma vez malas de outra marca ou nem sequer nunca experimentou?

M. D. – Nunca usei malas de outras marcas, mas conheço pessoas na Samsonite que o fazem, de propósito, para testar a concorrência.

Samsonite – Com tanta experiência em malas, quer partilhar técnica para fazer com que o que coloca na sua mala de viagem chegue ao destino impecavelmente arrumado?…

M. D. – Tenho, principalmente com os blazers. As malas mais antigas tinham mais cuidado com a arrumação dos fatos porque reflectiam a moda de então. Era normal terem um kit interior e um manual com explicações sobre como dobrar convenientemente blazers, camisas, etc. Como ainda tenho essas malas, guardei as instruções e confesso que as uso sempre que levo peças mais clássicas.

Samsonite – Quantos países já visitou?

M. D. – Alguns, mas existem muitos por visitar. Possivelmente terei visitado uns 20. Marcou-me especialmente uma viagem que fiz à África do sul, pois é um país imenso, surpreendente e diversificado. Temos Capetown que é primeiro mundo, depois temos as vinhas, o Kruger Park, o Soweto,… Recomendo. Julgo que ninguém fica indiferente às gentes e terras de África.

Samsonite – E o que tem a dizer sobre a fotografia que nos enviou?

M. D. – [risos] Foi tirada num evento internacional da Samsonite em Budapeste, em 2010, por altura das comemorações do centenário da marca. Fazemos sempre coisas muito divertidas: neste encontro vestimos-nos à anos 20 e simulamos o espírito das viagens da época, com um cenário à altura.

Samsonite – Voltando às malas, como seria a sua mala perfeita?

M. D. – Tipo Sport Billy, pequena mas onde cabe tudo lá dentro, como que por magia!

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. D. – Talvez a do Bill Gates, por exemplo. Porque sempre o tive como ídolo e gostava de saber se leva livros (e quais) ou tablets.

Obrigada Miguel. Acreditamos que muitos tenham ficado curiosos sobre as técnicas de dobrar roupa que vinham nos manuais antigos e por isso parece-nos uma ótima sugestão para um tema futuro aqui no blog By Your Side.