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A Mala de… Mónica Lice!

Mónica Lice, Açoriana com muito orgulho, viveu cinco anos na Guiné-Bissau. Foi por lá que se aventurou nas andanças dos blogs, na altura uma forma de ocupar o tempo e de estar mais em contacto com Portugal. O que ela não podia adivinhar é que dali a uns anos o seu blog seria um dos mais lidos no nosso país. Hoje em dia dedica-se integralmente ao Mini-Saia, como blogger profissional, à consultadoria de imagem e até já lançou um livro com algumas das suas principais dicas de beleza. Sempre viajou muito, mas atualmente ainda mais, a convite de várias marcas internacionais daí ter que fazer e desfazer malas frequentemente. Vamos espreitar a mala de Mónica Lice?

Samsonite – Quais são os objetos que nunca podem ficar esquecidos em casa?

Mónica Lice – O computador (o trabalho acompanha-me sempre), a máquina fotográfica, os carregadores, os cosméticos e os acessórios de beleza básicos, sapatos confortáveis e roupa interior.

Samsonite – Na hora de fazer a mala, consegue dar uso às suas próprias dicas, ou precisa sempre de alguns truques para conseguir fechar a mala?

M.L. – Tenho a sorte de viajar desde a infância e saí de casa aos 18 anos. Por isso, e desde então, aprendi todas as dicas e mais algumas de fazer a mala e de dobrar especificamente a roupa, de modo a ocupar menos espaço. Logo, consigo fechar tranquilamente a mala, sem esforços.

Samsonite – Sabemos que esteve recentemente em Tóquio. O choque cultural é grande…

M.L. – Adorei a viagem! Tóquio é uma das cidades mais fascinantes onde estive – pelo choque cultural, pelos avanços tecnológicos, pela mentalidade das pessoas. O melhor da viagem foi precisamente o contacto com esta cultura, conhecer a cidade acompanhada de um japonês, que nos mostrou o outro lado da cidade e nos explicou, por dentro, tradições e vivências. Não tenho nada de negativo a apontar. Claro que a viagem é muito longa, a diferença horária e as altas temperaturas de Tóquio em agosto são complicadas de gerir no início, mas faz tudo parte da experiência que, no final, valeu mesmo muito a pena!

Samsonite – E já se perdeu em algum dos países que visitou, em Toquio por exemplo – que é tão grande -, ou tem uma orientação de fazer inveja?

M.L. – Tenho uma boa orientação, mas já me perdi, sim! Curiosamente, em Tóquio, a única vez que me perdi foi dentro do metro, ao tentar descobrir uma saída específica. Estava numa estação de metro com cerca de 40 saídas diferentes e procurava sair numa direção concreta. Foram necessários cerca de 20 minutos para me situar!

Samsonite – De todas as viagens que já fez, quais as melhores recordações?

M.L. – Tenho a sorte de já ter feito viagens marcantes, em vários pontos do globo. Viajei por terra, de Portugal até à Guiné-Bissau e adorei! Fui com um casal de amigos e, no meio de muitas aventuras e peripécias, com direito a uma passagem pelo deserto, lá chegamos, seis dias depois. Na Guiné-Bissau, adorava ir até aos Bijagós – trata-se de um grande arquipélago, cheio de ilhas, algumas das quais quase desertas, com praias virgens, desertas e lindas. Em algumas das viagens feitas para lá, de barco, desde Bissau, sofri dois naufrágios, um dos quais noturno e algo complicado… Com 16 anos viajei sozinha para os EUA e estive lá cerca de 2 meses, em casa de familiares e de amigos. Foi outra viagem marcante. Israel, Brasil, Grécia, são outras viagens que me trazem ótimas recordações…

Samsonite: E se tivesse de escolher uma viagem de sonho, qual seria?

M.L. – Gostava de conhecer melhor a América do Sul, de ir à Austrália e à Nova Zelândia, de conhecer Moçambique…

Samsonite: Agora sobre malas, há alguma história relacionada com a sua mala de viagem de que nunca se irá esquecer?

M.L. – Quando fui pela primeira vez à Guiné-Bissau não sabia muito bem como seria – se iria ficar lá muitos meses, anos, ou não. Por isso, levava “uma vida” comigo e, ao entrar no autocarro, para ir até ao avião, pediram que deixasse o trolley e levasse apenas a mochila, por questões de espaço. Ao chegar a Bissau, no meio do calor e da confusão que é o aeroporto (com centenas de pessoas, que não viajaram, junto às malas), esperei e esperei pelo trolley, que foi a última bagagem a chegar. Só quando cheguei a casa é que reparei que me tinham aberto a mala e retirado todos os CD´s que levava (provavelmente o que de mais precioso levava comigo, naquela altura). Anos mais tarde, numa rádio, em Bissau, encontrei a bolsa dos CD´s, mas não estava la dentro nenhum dos meus – de jazz e de bossa nova, na sua maioria.

Samsonite: Uma coincidência incrível! No entanto, a imagem que nos envia não é da Guiné-Bissau, que tanto a marcou….

M.L. – Não, foi tirada em 2006, em Nova Iorque, junto de um dos principais Clubes de Jazz do mundo. Foi a primeira vez que fui a Nova Iorque e a terceira aos EUA, mas foi, sem dúvida, marcante, pela companhia e pela descoberta!

Samsonite: E se pudesse espreitar uma mala de viagem, de quem seria?

M.L. – Gostava de espreitar as malas de celebridades do mundo da moda, como a Anna Dello Russo, por exemplo. Gostava de perceber com quantas malas viaja, para conseguir transportar todas as roupas e acessórios que usa, nos mais variados eventos.

De férias com… Mónica Lice!

A 8ª edição da revista Soltrópico foi lançada em Junho, mantendo-se até Outubro, e destaca os melhores destinos para fugir à rotina e descansar durante esta estação. Croácia, Riviera de Antalya, Saïdia, Porto Santo e Cabo Verde são alguns dos destinos propostos pela Soltrópico para umas férias de relax total.  Se ainda não planeou as suas férias de Verão, inspire-se nestas sugestões e, já agora, espreite a entrevista de Mónica Lice, do Mini-Saia, onde a blogger fala de viagens, férias e memórias…

É de África que Mónica Lice, a conhecida consultora de imagem, stylist e blogger do Mini Saia, guarda “recordações profundas”. Memórias dos cinco anos que passou 
na Guiné-Bissau, época em que lançou 
o referido blogue dedicado a conselhos de moda e de beleza. Mas foi o Senegal um dos “destinos de férias preferidos”.

 Soltrópico – Qual o destino que mais a fascinou até hoje?

Mónica Lice – Gosto muito de África. Vivi por lá cerca de cinco anos, na Guiné-Bissau, e viajava muito naquela região. Um dos meus destinos de férias preferido, na altura, era o Senegal. Trata-se de um país que oferece ótimas praias, uma vida cultural na cidade muito interessante; a ilha de Goré (que era a porta de saída dos escravos rumo à América), entre outras coisas fascinantes.

Soltrópico – Que monumentos ou locais emblemáticos aconselha vivamente 
a visitar?

M. L. – No Senegal, aconselho dois destinos: a ilha de Goré e o Lago Rosa. A ilha é património mundial da UNESCO; é habitada e está totalmente preservada, com casas coloridas, de estilo senhorial. Carrega ainda a forte memória do passado. A “casa dos escravos” é um desses exemplos que me marcou, até hoje. Quanto ao Lago Rosa, tem este nome por causa do sal, que dá cor às suas águas, vale a pena visitá-lo, se for a Dakar.

Soltrópico – Fale-nos das recordações que trouxe na bagagem, na máquina fotográfica, na memória…

M. L. – África marca e é impossível vir de lá sem recordações profundas, não tanto na mala, mas sim na memória. Acima de tudo, por lá percebe-se que a vida é bonita e deve ser vivida sem complicações. Que é possível ser-se feliz com pouco, que a família é vital ao nosso desenvolvimento.

Soltrópico – O que não dispensa em levar numa viagem?

M. L. – Gosto de levar a máquina fotográfica, um guia ou indicações sobre o local, roupa confortável e apropriada ao destino, protetor solar e óculos de sol. E, por razões laborais, nos últimos anos, o computador costuma acompanhar-me.

Soltrópico – Tem por hábito fazer um roteiro sobre o que pretende conhecer ou prefere andar ao sabor do vento?

M. L. – Depende muito das circunstâncias. Se for sozinha ou num grupo pequeno, gosto de ir traçando um roteiro, mas diário, na véspera. Nada muito planeado porque, por vezes, temos de mudar os planos à última hora. Se for num grupo maior, sigo o roteiro traçado pelo guia, por exemplo.

Soltrópico – Já experimentou a sensação de querer permanecer num país ou numa cidade por onde passeou? Qual?

M. L. – Sim, algumas vezes. Estive há poucas semanas em Copenhaga e fiquei com vontade de ficar por lá mais tempo, conhecer melhor a cidade e o resto do país. Em Nova Iorque também me aconteceu o mesmo. Fiquei com vontade de viver por lá uma temporada da minha vida, pois acho que seria muito enriquecedor a vários níveis.

Se gostou da sugestão de Mónica Lice e quer passar umas férias no Senegal, aproveite o programa Soltrópico

Senegal – Dakar (5 dias / 4 noites) – Válido entre 01/06 e 31/10/2012

  • Al Baraka ** – Duplo: desde 740,00€ em regime APA
  • Farid *** – Duplo: desde 828,00€ em regime APA
  • La Madrague ***  – Duplo: desde 841,00€ em regime APA
  • Pullman Terranga *** – Duplo: desde 895,00€ em regime APA

*Taxas de aeroporto, segurança e combustível 288,00€, com partida de Lisboa.