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A Mala de… Miguel Duarte!

Quem é Miguel Duarte, perguntam. É o nome por trás da Samsonite, em Portugal. Miguel Duarte faz tudo [como costuma dizer] na Modarte, a empresa que representa a Samsonite no nosso país e onde trabalha há já 14 anos. É um apaixonado por malas de viagem e afirma que nunca usou nenhuma de outra marca. Só não tem mais em casa, por falta de espaço. Em conversa com o By Your Side, revelou-nos alguns pormenores surpreendentes sobre as malas mais antigas – traziam um manual de instruções para dobrar roupa. E ainda nos brindou com uma foto muito divertida, tirada a propósito dos 100 anos da marca.

Samsonite –  O que é que podemos encontrar na sua mala de viagem?

Miguel Duarte – De tudo um pouco… Infelizmente levo sempre coisas a mais. Como não tenho tempo de planear a viagem nem a mala, na dúvida meto tudo lá para dentro. Mas também depende da viagem, se é de trabalho ou lazer. Quando vou em trabalho preocupo-me por levar sempre um blazer e apesar de estar “fora de moda” levo sempre uma gravata.

Samsonite – Quantas malas tem atualmente?

M. D. – Mais de 10… O problema é que adoro os produtos que vendo! Só não tenho em casa por falta de espaço.

Samsonite – Tem alguma preferida? 

M. D. – Apesar de ter muitas malas, quando vou em família levo sempre umas malas “antigas”, com 15 anos, que foram oferecidas pelo meu pai. São daquelas malas horizontais, que pesam 7 kg, mas não sei porquê tenho uma relação emocional com elas.

Samsonite – Tem sempre as últimas novidades ou “em casa de ferreiro, espeto de pau”, como diz o ditado?

M. D. – Sempre que sai algum modelo inovador ou com algo especial, não resisto em trazer uma para casa e testá-la. Renovo o meu “stock” pessoal de malas sempre que alguma me chama a atenção. Por outro lado, tenho um exemplo na família oposto, o meu pai, que tem uma mala com mais de 20 anos.

Samsonite – Gosta de malas arrojadas ou prefere as clássicas?

M. D. – Gosto de malas arrojadas, quando as mesmas têm uma história relativa ao design ou conceito. Se forem simplesmente arrojadas pela imagem, mas sem algum detalhe diferente, prefiro as clássicas.  Mas confesso que os modelos que uso são mais clássicos.

Samsonite – Confesse: já usou alguma vez malas de outra marca ou nem sequer nunca experimentou?

M. D. – Nunca usei malas de outras marcas, mas conheço pessoas na Samsonite que o fazem, de propósito, para testar a concorrência.

Samsonite – Com tanta experiência em malas, quer partilhar técnica para fazer com que o que coloca na sua mala de viagem chegue ao destino impecavelmente arrumado?…

M. D. – Tenho, principalmente com os blazers. As malas mais antigas tinham mais cuidado com a arrumação dos fatos porque reflectiam a moda de então. Era normal terem um kit interior e um manual com explicações sobre como dobrar convenientemente blazers, camisas, etc. Como ainda tenho essas malas, guardei as instruções e confesso que as uso sempre que levo peças mais clássicas.

Samsonite – Quantos países já visitou?

M. D. – Alguns, mas existem muitos por visitar. Possivelmente terei visitado uns 20. Marcou-me especialmente uma viagem que fiz à África do sul, pois é um país imenso, surpreendente e diversificado. Temos Capetown que é primeiro mundo, depois temos as vinhas, o Kruger Park, o Soweto,… Recomendo. Julgo que ninguém fica indiferente às gentes e terras de África.

Samsonite – E o que tem a dizer sobre a fotografia que nos enviou?

M. D. – [risos] Foi tirada num evento internacional da Samsonite em Budapeste, em 2010, por altura das comemorações do centenário da marca. Fazemos sempre coisas muito divertidas: neste encontro vestimos-nos à anos 20 e simulamos o espírito das viagens da época, com um cenário à altura.

Samsonite – Voltando às malas, como seria a sua mala perfeita?

M. D. – Tipo Sport Billy, pequena mas onde cabe tudo lá dentro, como que por magia!

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. D. – Talvez a do Bill Gates, por exemplo. Porque sempre o tive como ídolo e gostava de saber se leva livros (e quais) ou tablets.

Obrigada Miguel. Acreditamos que muitos tenham ficado curiosos sobre as técnicas de dobrar roupa que vinham nos manuais antigos e por isso parece-nos uma ótima sugestão para um tema futuro aqui no blog By Your Side.