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A Mala de… Manuel Luís Goucha!

Manuel Luís Goucha dispensa apresentações: É um excelente comunicador – sempre dinâmico e bem-disposto – e uma figura indissociável da televisão Portuguesa. De tal forma que, se o encontrarmos na rua, a vontade é cumprimentá-lo, como se fosse um amigo de longa data. Adora viajar – aliás, revela aqui que trabalha para poder viajar -, repete sempre os destinos que mais lhe agradam e tem um sonho muito especial para uma viagem natalícia, que desvenda durante esta entrevista… Quanto às recordações, traz muitas: Todas guardadas no património da memória. Vamos espreitar A Mala de Manuel Luís Goucha?

Samsonite – O que é que se pode encontrar na mala de viagem de Manuel Luís Goucha?

Manuel Luís Goucha – Sempre um ferro de engomar e dos grandes, que gosto da roupa engomada, mesmo a mais descontraída.

Samsonite – Um ferro de engomar?! Esta era talvez a última coisa que esperávamos encontrar na sua mala! [Risos]

M. L. G. – É um perfeito disparate, porque os bons hotéis têm ferro e tábua de engomar nos quartos e sempre posso optar pelo serviço de engomadoria. A pouco e pouco vou deixando esse hábito. A máquina fotográfica e as respetivas lentes também não podem faltar. E livros, que tenham a ver com o destino escolhido (guias, ficção…).

Samsonite – Viaja muito?

M. L. G. – Muito. Trabalho para poder viajar. Cresço cada vez que viajo.

Samsonite – E gosta mais de viajar sozinho [se é que já o fez] ou prefere uma boa companhia?

M. L. G. – Não me perturba viajar apenas comigo, já viajei muito assim. Arranjar um(a) bom(a) companheiro(a) de viagem é tão difícil como arranjar um(a) bom(a) companheiro(a) de vida.

Samsonite – Prefere ir para fora cá dentro ou conhecer outros países?

M. L. G. – Gosto de viajar, seja em Portugal (menos cómodo por razões que terão a ver com a minha diária exposição pública) ou no estrangeiro.

Samsonite – E destinos nacionais, o que recomenda?

M. L. G. – Costumo dizer que o Alentejo, o Douro e os Açores são Portugal no seu melhor.

Samsonite – Faz alguma ideia de quantos países diferentes já visitou?

M. L. G. – Bastantes, mas teriam sido muitos mais se eu não repetisse sempre os destinos que mais me agradam!…

Samsonite – E tem algum destino internacional favorito?

M. L. G. –  Paris nunca acaba. É a minha cidade. Deixei de fazer contas às minhas idas, quando cheguei à 45ª vez. Depois Veneza, que é uma paixão mais recente e onde procuro ir também todos os anos.

Samsonite – E esta fotografia, foi tirada onde?

M. L. G. – Foi tirada em Lugano no passado mês de Janeiro. Apetecia-me uma cidade perto de Milão, onde tinha bilhetes para a ópera no Scalla, mas que não fosse Itália. Optei por esta cidade Suíça que não conhecia e que me agradou, pela sua quietude e beleza em pleno Inverno. Dizem-me que no Verão o lago se enche de muitas embarcações de recreio e que não faltam milhares de turistas. Não, muito obrigado. Gosto de viajar no Inverno. E gosto, particularmente,  da cor do frio que a foto quase mostra.

Samsonite – Tem alguma viagem na manga? Ou seja, tem alguma viagem de sonho que esteja próxima de se concretizar?

M. L. G. – Há uma que tem sido adiada e que está relacionada com o Natal. Quero passar a noite de Natal na Lapónia. É sabido que passo as noites de Natal sempre fora do país, e essa viagem há muito que está planeada e ainda não foi concretizada. Ainda me arrisco a ganhar barbas brancas e a ser contratado para o papel de Pai Natal. [Risos]

Samsonite – Traz muitas recordações na mala das viagens que faz, ou as recordações vêm consigo, dentro de si?

M. L. G. – Viajo muito atrás da Ópera (Paris, Veneza, Verona, Salzburgo, Viena), do bailado e dos concertos, por isso as recordações estão guardadas na memória. É um património que ninguém me tira.

Samsonite – Tem alguma ligação especial com a sua mala de viagem ou não lhe liga nenhuma?

M. L. G. – Tenho várias malas de viagem, de diversos tamanhos, adequadas ao número de dias de que vou dispor para viajar. Hoje em dia a Samsonite tem malas muito leves e práticas de que gosto particularmente.

Samsonite – E já teve alguma peripécia engraçada com uma mala de viagem?

M. L. G. – Já tive malas perdidas entre aeroportos. Não posso dizer que seja uma peripécia engraçada chegar ao destino sem a dita, antes pelo contrário. Mas também já aconteceu chegar a Viena e pegar numa mala que não era a minha, apesar de ser igual. Só dei por ela quando cheguei ao hotel. Não, não era a mala do Geoorge Clooney. Ainda se fosse… Sempre podíamos beber um “ristretto“.

Obrigado pela disponibilidade e simpatia.

Se precisarem de um ferro de engomar, a meio de uma viagem, já sabem a quem recorrer. Se o Manuel Luís Goucha estiver no quarto ao lado, terá um ferro à mão com certeza. 🙂

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