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A mala de… Rui Unas!

Rui Unas é humorista, ator, apresentador de TV, locutor,… Ou seja, é um comunicador por excelência. E dos bons! Numa escala proporcionalmente inversa, claro, ao número de malas de viagem que diz ter – apenas 3 (!!!). Quando questionado, conseguiu a muito custo contar pelos dedos das mãos o número de países que conhece. Quinze. 3 mãos cheias. Um deles, o Brasil, onde tirou a fotografia que escolheu para ilustrar esta entrevista. Foi  em São Paulo onde estava a decorrer a campanha “Vem Sean Penn”. E onde quase ficou sem mala. Mas isso é outra história. Vamos espreitar a mala de Rui Unas?

Rui Unas_Samsonite

Samsonite – Quantas malas de viagem têm? 
Rui Unas – Tenho 3. Uma grande, uma média e uma pequena.

Samsonite – É vaidoso e leva a casa às costas, ou leva o mínimo indispensável?
R. U. – Levo o mínimo dispensável. Normalmente acabo por me esquecer de algo que mais tarde se revela indispensável.

Samsonite – Tem alguma história engraçada com uma das suas 3 malas?…
R. U. – Num voo Lisboa/São Paulo não apareceu a minha mala…. Esperei, esperei, preenchi a papelada toda no aeroporto para reclamar a mala – o processo chato e moroso, como é de costume. Aguardei no Hotel. Passou um dia e ninguém da companhia aérea no Brasil me dava resposta, nem atendiam sequer o telefone! No dia seguinte, no preciso momento em que ia ligar para a tal companhia aérea, mas em Portugal, para lhes chamar os nomes todos, tocam à campainha… Era o senhor a entregar a mala. Passou-me a raiva toda! Nada se compara à alegria de ver chegada a mala depois de tanto desespero. [Risos]

Samsonite – Quantos países conhece?
R. U. – Nunca os contei. Esperem lá… 1, 2, 3… uns 15.

Samsonite – E até agora, qual foi o local que mais gostou de conhecer?
R. U. – O Panamá. Foi lá que conheci a minha mulher e, como ela é panamiana, é um país que conheço melhor, numa perspetiva não turística.

Samsonite – Que tipo de viagem prefere?
R. U. – Confesso que viagens, para mim, são sinónimo de férias com praia e descanso.

Samsonite – E cá dentro ou lá fora?
R. U. – Em Portugal tenho que ser mais seletivo se quero passar despercebido. O facto de aparecer na televisão há uns anos não me torna anónimo e por isso evito estar com a família em locais muito frequentados. No entanto, há propostas e locais tão bons em Portugal, que prefiro sempre passar cá do que no estrangeiro.

Samsonite – Já viajou sozinho?
R. U. – Sim.  Umas férias de um mês em Cabo Verde com 21 anos, foi a primeira vez  que o fiz.

Samsonite – E quanto à fotografia que nos enviou?…
R. U. – Estou em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Estive lá a promover o filme “Os Colegas” do qual fiz parte do elenco e estava a decorrer a campanha “Vem Sean Penn”. Um dos protagonistas, portador de síndrome de Down, tinha o sonho de ter o ator norte americano ao seu lado na estreia. O Sean Penn não assistiu ao filme, mas uns meses mais tarde o ator brasileiro foi à mansão de Sean, tocou na campainha e… Conseguiu passar uma tarde com ele!

Samsonite – Se neste momento pudesse entrar num avião rumo a um qualquer destino, qual seria a sua escolha?
R. U. – Neste momento, com este calor de Agosto iria para um sítio mais fresquinho. Patagónia, na Argentina, parece-me bem.

Samsonite – Se pudesse espreitar uma mala, de quem seria?…
R. U. – Lamento, mas não tenho curiosidade nenhuma em ver a mala de outras pessoas… Vá, talvez a do Snoop Dogg que esteve no Festival Sudoeste. Se calhar ainda vou a tempo de o fazer…

Obrigado Rui!

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A Mala de… Pedro Fernandes!

Pedro Fernandes é guionista, ator e humorista. Às 5ªs feiras está no “5 para a meia noite”, a ‘hilariar’ as noites da RTP. Numa entrevista com muito humor à mistura [nem outra coisa era de esperar], revelou-nos que passou a sua lua de mel a desvendar o código da mala de viagem – ele afirma que foi só uma hora, mas nós não acreditamos. Diz que conhece o mundo inteiro porque o “5” passa na RTP Internacional – ainda lhe estivemos para explicar que são os espectadores do mundo inteiro que o conhecem e não o contrário, mas depois achámos melhor não estragar o sonho deste que é um eterno “Peter Pan”. Vamos espreitar a mala do ‘Pacheco’?

Imagem1Samsonite – O que é que não pode faltar na sua mala de viagem?Pedro Fernandes – Máquina de barbear, cotonetes, escova de dentes, fio dentário e cera para o cabelo. Tudo o resto posso dispensar.

Samsonite – E no momento de a arrumar, é organizado ou não perde muito tempo com os pormenores? [pausa] Aliás, arruma a própria mala ou delega funções? [risos]

P. F. – Claro que arrumo a minha mala. E é uma trabalheira. Como não posso levar os meus 100 pares de ténis Adidas, tenho que escolher roupa que combine só com dois ou três. E pensar se vai estar frio ou calor, quantas mudas preciso, quantos casacos, se levo camisas e algum blazer… Às vezes só me apetece desistir.

Samsonite – É vaidoso e leva a casa às costas, ou leva o mínimo indispensável?

P. F. – Levo até caber. Só paro quando a mala me implora para não a encher mais. E eu acho sempre que ainda cabem mais uns chinelos.

Samsonite – Tem alguma história caricata para revelar?

P. F. – Na minha lua-de-mel, chegados a Cuba, consegui estragar o fecho de código da nossa mala, e este, ao que parece, reprogramou-se com outro código qualquer. Tivemos quase uma hora para descobrir o novo código a experimentar todas as combinações. E depois, aconteceu tudo outra vez.

Samsonite – Chega a horas ao aeroporto ou chega mesmo em cima da hora?

P. F. – Normalmente em cima da hora. Gosto de ouvir o meu nome a ecoar por todo o aeroporto. Também já fui aplaudido por isso, quando já toda a gente estava sentada no avião. É sempre agradável ser reconhecido.

Samsonite – Até ao momento, qual foi o local que mais gostou de conhecer?

P. F. – O estúdio do “5 para a meia-noite”. Leva-me a todo o lado. Dá na RTP internacional!

Samsonite – Er…. E ao “vivo”, quantos países conhece?…

P. F. – Conheço alguns. Serão sempre poucos. Anseio conhecer o mundo. Mas os putos nunca mais crescem!

Samsonite – Se neste momento pudesse entrar num avião rumo a um qualquer destino, qual seria a sua escolha?

P. F. – Rumo ao futuro. Para um futuro livre de pagamentos à Troika.

Samsonite – E esta fotografia que escolheu para esta entrevista?…

P. F. – Foi tirada na Disneyland Paris. Adorei a viagem pela alegria que proporcionei ao meu filho. E acho que me diverti tanto ou mais do que ele!

Samsonite – Se pudesse espreitar uma mala, de quem seria?…

P. F. – Espreitava a do nosso Ministro das Finanças, o Dr. Vítor Gaspar. E nem queria espreitar. Só queria mesmo era que ele estivesse de malas aviadas. [Na altura desta entrevista, ainda atual Ministro, mas parece que o Pedro Fernandes tem poderes mágicos]

Obrigada Pedro. Vamos estar atentos, na próxima vez que viajarmos, à espera de ouvir o seu nome a ecoar pelo aeroporto!

A mala de… Cátia e Margarida, do Style It Up!

A Cátia Dias Amaral e a Margarida Marques de Almeida são também conhecidas como as Style It Up. Os mais atentos à blogosfera perceberão imediatamente porquê, certo? Elas são as autoras de um blog de moda, beleza e lifestyle bem conhecido, o Style It Up. Para além do blog, têm também uma empresa de consultoria de imagem e acabaram de lançar um livro, em conjunto com a Dora Dias, do Blossom. Livro esse que responde a uma questão que atormenta o dia-a-dia de quase todas as mulheres: “O que vou vestir hoje?”. Vale a pena ler. Para além dos muitos projetos profissionais e da amizade que as une, apesar de muito diferentes uma da outra, têm várias paixões em comum. Uma dessas paixões é, sem dúvida, viajar.

Vamos espreitar as malas das Style It Up?

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Samsonite – Sol, cidade, campo,… Que tipo de destino preferem?

Margarida – Sem dúvida, praia! Mas também gosto muito de viagens mais culturais e cosmopolitas. Destinos de sonho: Japão e Pantanal. Destino preferido de sempre: Rio de Janeiro.

Cátia – Concordo, sol e praia no verão. No resto do ano, cidade.

Samsonite – Qual a viagem mais inesquecível que já fizeram?

M. – Todas elas foram inesquecíveis, porque são sempre únicas, mesmo que o destino seja o mesmo. De qualquer forma, adorei o safari que fiz no Sabi Sabi (Kruger Park). Confesso que não estava à espera de gostar tanto e surpreendeu-me muito. Amava voltar!

C. – Também amava voltar à Sardenha e a Nova Iorque. É difícil escolher uma viagem apenas, mas talvez estas duas tenham sido as mais memoráveis!

Samsonite – E na hora de fazer a mala, são muito ponderadas, ou levam tudo aquilo que vos apetece?

M. – Tento ser razoável, faço listas do que vou querer levar e preparo os looks para todos os dias, mas levo sempre uma ou outra peça extra.

C. – Já eu… Levo tudo o que me apetecer e mais um par de botas! [Risos]

Samsonite – E o que é que nunca pode ficar em casa?…

M. – A máquina fotográfica e o carregador do telemóvel.

C. – Carregador do telemóvel, sempre!

Samsonite – Histórias engraçadas com malas de viagem… Têm algumas?

M. – Graças a Deus, não! Espero nunca perder uma mala de viagem, nem por umas horas!

C. – Eu tenho duas. Quando viajei para a Sardenha, aluguei um Smart e nem me lembrei que tinha comigo uma mala gigante, que possivelmente nem caberia nesse carro! Mas surpresa das surpresas, o Smart não só levou 1, mas 2 malas! Também já me aconteceu ficarem com a minha mala, por engano, no aeroporto no Brasil, e ter de andar 3 dias com roupa emprestada!
M. – Ahhhh… Eu tenho pânico que isso me aconteça!

Samsonite – O que é mais importante para cada uma de vocês, na escolha de uma mala?

M. e C. [em uníssono] – Leveza!

M. – E a facilidade de transporte (rodinhas amigas)

C. – Sim, e o design…

M. – E que consiga diferenciar facilmente no tapete rolante do aeroporto.

Samsonite – Costumam viajar juntas?

M. –  Sim, mas a maior parte das vezes a trabalho. Em breve iremos a Madrid, a trabalho também…

Samsonite – O blog já vos proporcionou várias viagens!…

C. – Sim, algumas!

Samsonite – E quais os planos para este ano?

M. – Eu quero muito voltar ao Rio (já não vou lá desde Janeiro, uma eternidade!) e gostava de ir à Tailândia.

C. – Vamos agora juntas para Madrid, como a Margarida disse, em trabalho, e depois…  Grécia, para umas merecidas férias!

Samsonite – Se pudessem espreitar a mala de alguém, de quem seria?

M. – Ui! Sou muito curiosa!… Gostava muito de espreitar a mala da Julia Petit, especialmente quando ela volta para casa, para ver as comprinhas e achados na viagem.

C. – Eu espreitaria a mala da Taylor Tomasi Hill. Adoro o estilo dela!

Obrigado, foi uma entrevista muito divertida, cheia da vossa energia positiva. Ah! E boa viagem para Madrid!

A Mala de… Ana Gomes!

Entrevistar a Ana Gomes é entrevistar também a Barbie. Isto porque, como todos sabemos, ela é A Melhor Amiga de uma das bonecas mais conhecidas do mundo. Viajam há vários anos juntas e a cada viagem a Ana trás uma Barbie nova.

Vamos espreitar a mala da autora do blog A Melhor Amiga da Barbie?…

Samsonite – No momento de fazer a mala, consegue ser ponderada e escolher apenas o indispensável ou nunca há espaço suficiente?

Ana Gomes – Comecei a tentar ser cada vez mais racional a fazer as malas, e, confesso que numa primeira fase, consigo colocar apenas o indispensável e fica tudo direitinho. O problema é quando os “e se…” começam a surgir e percebo que é melhor prevenir e levar mais umas coisinhas. Aí sim, nunca há espaço suficiente.

Samsonite – Como seria a mala perfeita d´A Melhor Amiga da Barbie?

A. G. – Teria de ser super leve, para não ser um peso extra, fácil de transportar e com muito espaço. Ainda que com a possibilidade de ter vários compartimentos para separar algumas peças.

Samsonite – E qual o objeto que nunca pode ficar de fora?

A.G. – Tendo em conta que e o telemóvel viaja comigo, talvez um casaco confortável, daqueles que nos fazem sentir em casa, estejamos nós onde estivermos.

Samsonite – Que recordações guarda com mais carinho das viagens que já fez?

A.G. – Conhecer parte da minha família que vive no Brasil. E perceber que, mesmo com a falta de convívio permanente ou com pouco contacto, nos receberam como se sempre estivéssemos estado juntos.

Samsonite – Se pudesse entrar neste momento num avião, que destino escolheria?

A.G. –  Muito provavelmente Bali.

Samsonite – E levaria a Barbie? [risos] Sabemos que tem uma melhor amiga inseparável. Costuma levá-la nas viagens?

A.G. – Por muito ridícula que seja a resposta sim. Levo-a sempre comigo, mas não como um brinquedo, claro. Acho piada à ideia de a fotografar noutros lugares (um bocadinho como o anão do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”). E geralmente compro sempre uma Barbie nova.

Samsonite – E partilham a mesma mala ou a Barbie tem outra mala só para ela?

A. G. – Partilhamos a mesma mala! E ela é sempre muito contida, não queremos pagar excesso de bagagem! [Risos]

Samsonite – E que coisas leva a Barbie?…

A. G. – Não leva sempre, confesso, por vezes vai mesmo só com a roupita do corpo. A única vez que ela levou peças de roupa foi quando umas meninas de um atelier de costura me enviaram uma série de criações que tinham feito propositadamente. Achei que seria engraçado levá-las, porque a oferta coincidiu com a data de uma viagem para Paris.

Samsonite – Há alguma história caricata que tenha passado com uma mala de viagem?

A. G. – Há uma história caricata, mas que não se passou exatamente com a minha mala, mas com a da pessoa com quem estava a viajar. Recolhemos a mala no tapete do aeroporto e quando a fomos abrir percebemos que nada do que lá estava dentro era nosso. Conclusão: existiam duas malas iguais a circular no tapete e houve um simpático senhor que quando chegou a casa só tinha bikinis e coisas de menina. A sorte é que conseguimos entrar em contacto com ele e tudo se resolveu!

Samsonite – Esta fotografia, onde foi tirada?

A. G. – Na Jamaica, numa viagem que fizemos (eu e a Barbie, claro), no ano passado!

Samsonite – E se pudesse espreitar uma mala de viagem…

A. G. – Nunca pensei nisso… Talvez a de um artista que andasse numa longa tour. Das duas uma, ou têm malas brilhantemente organizadas, ou vão comprando roupa ao longo das viagens. Ok. Acho que voto na segunda hipótese.

Obrigada Ana! E já agora, obrigada também à Barbie!

A Mala de… Mónica Lice!

Mónica Lice, Açoriana com muito orgulho, viveu cinco anos na Guiné-Bissau. Foi por lá que se aventurou nas andanças dos blogs, na altura uma forma de ocupar o tempo e de estar mais em contacto com Portugal. O que ela não podia adivinhar é que dali a uns anos o seu blog seria um dos mais lidos no nosso país. Hoje em dia dedica-se integralmente ao Mini-Saia, como blogger profissional, à consultadoria de imagem e até já lançou um livro com algumas das suas principais dicas de beleza. Sempre viajou muito, mas atualmente ainda mais, a convite de várias marcas internacionais daí ter que fazer e desfazer malas frequentemente. Vamos espreitar a mala de Mónica Lice?

Samsonite – Quais são os objetos que nunca podem ficar esquecidos em casa?

Mónica Lice – O computador (o trabalho acompanha-me sempre), a máquina fotográfica, os carregadores, os cosméticos e os acessórios de beleza básicos, sapatos confortáveis e roupa interior.

Samsonite – Na hora de fazer a mala, consegue dar uso às suas próprias dicas, ou precisa sempre de alguns truques para conseguir fechar a mala?

M.L. – Tenho a sorte de viajar desde a infância e saí de casa aos 18 anos. Por isso, e desde então, aprendi todas as dicas e mais algumas de fazer a mala e de dobrar especificamente a roupa, de modo a ocupar menos espaço. Logo, consigo fechar tranquilamente a mala, sem esforços.

Samsonite – Sabemos que esteve recentemente em Tóquio. O choque cultural é grande…

M.L. – Adorei a viagem! Tóquio é uma das cidades mais fascinantes onde estive – pelo choque cultural, pelos avanços tecnológicos, pela mentalidade das pessoas. O melhor da viagem foi precisamente o contacto com esta cultura, conhecer a cidade acompanhada de um japonês, que nos mostrou o outro lado da cidade e nos explicou, por dentro, tradições e vivências. Não tenho nada de negativo a apontar. Claro que a viagem é muito longa, a diferença horária e as altas temperaturas de Tóquio em agosto são complicadas de gerir no início, mas faz tudo parte da experiência que, no final, valeu mesmo muito a pena!

Samsonite – E já se perdeu em algum dos países que visitou, em Toquio por exemplo – que é tão grande -, ou tem uma orientação de fazer inveja?

M.L. – Tenho uma boa orientação, mas já me perdi, sim! Curiosamente, em Tóquio, a única vez que me perdi foi dentro do metro, ao tentar descobrir uma saída específica. Estava numa estação de metro com cerca de 40 saídas diferentes e procurava sair numa direção concreta. Foram necessários cerca de 20 minutos para me situar!

Samsonite – De todas as viagens que já fez, quais as melhores recordações?

M.L. – Tenho a sorte de já ter feito viagens marcantes, em vários pontos do globo. Viajei por terra, de Portugal até à Guiné-Bissau e adorei! Fui com um casal de amigos e, no meio de muitas aventuras e peripécias, com direito a uma passagem pelo deserto, lá chegamos, seis dias depois. Na Guiné-Bissau, adorava ir até aos Bijagós – trata-se de um grande arquipélago, cheio de ilhas, algumas das quais quase desertas, com praias virgens, desertas e lindas. Em algumas das viagens feitas para lá, de barco, desde Bissau, sofri dois naufrágios, um dos quais noturno e algo complicado… Com 16 anos viajei sozinha para os EUA e estive lá cerca de 2 meses, em casa de familiares e de amigos. Foi outra viagem marcante. Israel, Brasil, Grécia, são outras viagens que me trazem ótimas recordações…

Samsonite: E se tivesse de escolher uma viagem de sonho, qual seria?

M.L. – Gostava de conhecer melhor a América do Sul, de ir à Austrália e à Nova Zelândia, de conhecer Moçambique…

Samsonite: Agora sobre malas, há alguma história relacionada com a sua mala de viagem de que nunca se irá esquecer?

M.L. – Quando fui pela primeira vez à Guiné-Bissau não sabia muito bem como seria – se iria ficar lá muitos meses, anos, ou não. Por isso, levava “uma vida” comigo e, ao entrar no autocarro, para ir até ao avião, pediram que deixasse o trolley e levasse apenas a mochila, por questões de espaço. Ao chegar a Bissau, no meio do calor e da confusão que é o aeroporto (com centenas de pessoas, que não viajaram, junto às malas), esperei e esperei pelo trolley, que foi a última bagagem a chegar. Só quando cheguei a casa é que reparei que me tinham aberto a mala e retirado todos os CD´s que levava (provavelmente o que de mais precioso levava comigo, naquela altura). Anos mais tarde, numa rádio, em Bissau, encontrei a bolsa dos CD´s, mas não estava la dentro nenhum dos meus – de jazz e de bossa nova, na sua maioria.

Samsonite: Uma coincidência incrível! No entanto, a imagem que nos envia não é da Guiné-Bissau, que tanto a marcou….

M.L. – Não, foi tirada em 2006, em Nova Iorque, junto de um dos principais Clubes de Jazz do mundo. Foi a primeira vez que fui a Nova Iorque e a terceira aos EUA, mas foi, sem dúvida, marcante, pela companhia e pela descoberta!

Samsonite: E se pudesse espreitar uma mala de viagem, de quem seria?

M.L. – Gostava de espreitar as malas de celebridades do mundo da moda, como a Anna Dello Russo, por exemplo. Gostava de perceber com quantas malas viaja, para conseguir transportar todas as roupas e acessórios que usa, nos mais variados eventos.

A Mala de… Miguel Duarte!

Quem é Miguel Duarte, perguntam. É o nome por trás da Samsonite, em Portugal. Miguel Duarte faz tudo [como costuma dizer] na Modarte, a empresa que representa a Samsonite no nosso país e onde trabalha há já 14 anos. É um apaixonado por malas de viagem e afirma que nunca usou nenhuma de outra marca. Só não tem mais em casa, por falta de espaço. Em conversa com o By Your Side, revelou-nos alguns pormenores surpreendentes sobre as malas mais antigas – traziam um manual de instruções para dobrar roupa. E ainda nos brindou com uma foto muito divertida, tirada a propósito dos 100 anos da marca.

Samsonite –  O que é que podemos encontrar na sua mala de viagem?

Miguel Duarte – De tudo um pouco… Infelizmente levo sempre coisas a mais. Como não tenho tempo de planear a viagem nem a mala, na dúvida meto tudo lá para dentro. Mas também depende da viagem, se é de trabalho ou lazer. Quando vou em trabalho preocupo-me por levar sempre um blazer e apesar de estar “fora de moda” levo sempre uma gravata.

Samsonite – Quantas malas tem atualmente?

M. D. – Mais de 10… O problema é que adoro os produtos que vendo! Só não tenho em casa por falta de espaço.

Samsonite – Tem alguma preferida? 

M. D. – Apesar de ter muitas malas, quando vou em família levo sempre umas malas “antigas”, com 15 anos, que foram oferecidas pelo meu pai. São daquelas malas horizontais, que pesam 7 kg, mas não sei porquê tenho uma relação emocional com elas.

Samsonite – Tem sempre as últimas novidades ou “em casa de ferreiro, espeto de pau”, como diz o ditado?

M. D. – Sempre que sai algum modelo inovador ou com algo especial, não resisto em trazer uma para casa e testá-la. Renovo o meu “stock” pessoal de malas sempre que alguma me chama a atenção. Por outro lado, tenho um exemplo na família oposto, o meu pai, que tem uma mala com mais de 20 anos.

Samsonite – Gosta de malas arrojadas ou prefere as clássicas?

M. D. – Gosto de malas arrojadas, quando as mesmas têm uma história relativa ao design ou conceito. Se forem simplesmente arrojadas pela imagem, mas sem algum detalhe diferente, prefiro as clássicas.  Mas confesso que os modelos que uso são mais clássicos.

Samsonite – Confesse: já usou alguma vez malas de outra marca ou nem sequer nunca experimentou?

M. D. – Nunca usei malas de outras marcas, mas conheço pessoas na Samsonite que o fazem, de propósito, para testar a concorrência.

Samsonite – Com tanta experiência em malas, quer partilhar técnica para fazer com que o que coloca na sua mala de viagem chegue ao destino impecavelmente arrumado?…

M. D. – Tenho, principalmente com os blazers. As malas mais antigas tinham mais cuidado com a arrumação dos fatos porque reflectiam a moda de então. Era normal terem um kit interior e um manual com explicações sobre como dobrar convenientemente blazers, camisas, etc. Como ainda tenho essas malas, guardei as instruções e confesso que as uso sempre que levo peças mais clássicas.

Samsonite – Quantos países já visitou?

M. D. – Alguns, mas existem muitos por visitar. Possivelmente terei visitado uns 20. Marcou-me especialmente uma viagem que fiz à África do sul, pois é um país imenso, surpreendente e diversificado. Temos Capetown que é primeiro mundo, depois temos as vinhas, o Kruger Park, o Soweto,… Recomendo. Julgo que ninguém fica indiferente às gentes e terras de África.

Samsonite – E o que tem a dizer sobre a fotografia que nos enviou?

M. D. – [risos] Foi tirada num evento internacional da Samsonite em Budapeste, em 2010, por altura das comemorações do centenário da marca. Fazemos sempre coisas muito divertidas: neste encontro vestimos-nos à anos 20 e simulamos o espírito das viagens da época, com um cenário à altura.

Samsonite – Voltando às malas, como seria a sua mala perfeita?

M. D. – Tipo Sport Billy, pequena mas onde cabe tudo lá dentro, como que por magia!

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. D. – Talvez a do Bill Gates, por exemplo. Porque sempre o tive como ídolo e gostava de saber se leva livros (e quais) ou tablets.

Obrigada Miguel. Acreditamos que muitos tenham ficado curiosos sobre as técnicas de dobrar roupa que vinham nos manuais antigos e por isso parece-nos uma ótima sugestão para um tema futuro aqui no blog By Your Side. 

A Mala de… Manuel Forjaz!

Quem é Manuel Forjaz? Essa é talvez uma pergunta de difícil resposta. Manuel Forjaz é um bom pai, um razoável marido, amigo fiel e sempre presente, um professor motivador para alguns, um viajante relaxado,… Sobre ele, poder-se-ia dizer, por exemplo, que deu (e continua a dar) centenas de conferências, encontros, seminários e cadeiras em pós-graduações e licenciaturas, particularmente na área da inovação, gestão e do empreendedorismo, que trabalhou seis anos em Marketing e Vendas na Unilever, que foi Diretor Geral da Bertrand, Administrador da Mediapress, que ajudou a fundar e desenvolver muitas das iniciativas que mais contribuíram para o fomento do empreendedorismo em Portugal, nomeadamente na ANJE, que publicou o livro “A Bela, Belmiro e Empreendedores”, que atualmente gere a Ideiateca Consultores e que é host do TEDxO´Porto. Mas isso seria pouco. Manuel Forjaz é muito mais… Manuel Forjaz gosta de motivar as pessoas a usarem o cérebro e a encontrarem o seu caminho. É apaixonado por xadrez, cozinha, vinhos e jornais e adora visitar países onde se comem beringelas. Principalmente, Manuel Forjaz é apaixonado pela vida.

 Samsonite – O que é que se pode encontrar na mala de viagem de Manuel Forjaz?

Manuel Forjaz – Três boxers pretos, três t-shirts pretas, três t-shirts brancas, três long sleeves pretas, dois polos Banana Republic usados, velhos e uma Lacoste de manga comprida velha. Pasta e escova dentes e um Deo Roll-On sem cheiro.

Samsonite – Viaja muito?

M. F. – Demais.

Samsonite – Qual a primeira viagem marcante de que tem memória?

M. F. – Foi em 1970, de Boing 747, em primeira classe, de Lourenço Marques para Lisboa. Em 2001 à Coreia do Norte – pelas razões que todos conhecem, num ano em que o total de estrageiros que entrou no país foi inferior a 500 e incluía ONGs.

Samsonite – Faz alguma ideia de quantos países diferentes já visitou?

M. F. – Faço: oitenta e sete! Até Fevereiro do próximo ano, conto visitar mais dezanove.

Samsonite – Gosta de viajar em família, com amigos, sozinho,…

M. F. – Com família, África e mar; Com o Peter, países merdosos onde há beringelas. Sozinho, de carro ou mota.

Samsonite – Onde tirou esta fotografia e que histórias é que tem para nos contar sobre ela?

M. F. – Em Bacu, capital do Azerbaijão! Interessante é a farda de viagem: Lacoste de manga comprida, calças de bolsos e as botas de camurça que estiveram em mais de 60 países e ainda as guardo. Em Bacu estivemos quase a comprar uma plataforma desativada, baratíssima, mas depois não sabia o que fazer com ela…. E comi das melhores beringelas azuis da minha vida, obviamente depois de uma noite na ópera!

Samsonite – Tem alguma viagem de sonho que esteja próxima de se concretizar?

M. F. – Pitcairn, Taiti, Ilha da Páscoa e Santiago. Entre 21 de Junho e 4 de Julho, 17 países nos Balcãs, de carro com os filhotes.

Samsonite – Vem sempre com a mala cheia de recordações?

M. F. – Zero. Não cabem na minha mala. Nunca compro recordações, detesto recordações. Só gosto de memórias e poucas fotos.

Samsonite – Tem alguma ligação especial com a sua mala de viagem ou não lhe liga nenhuma?

M. F. – Não tenho qualquer ligação, no entanto gostava de desenhar a mala perfeita… Uma vez, dei a volta ao mundo durante semanas com filhotes e uma mochila de 25x20x15…

Samsonite – Já teve alguma peripécia engraçada com uma mala de viagem?

M. F. – Já comecei uma viagem sem mala e tive que comprar uma logo no segundo aeroporto. Noutra viagem, tive que a trocar a minha mala por uma pior, mas com direito a uma refeição.

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. F. – Gostava de espreitar a de António Horta Osório, para verificar a ordem e rigor de uma cabeça muito organizada.