Monthly Archives: Outubro 2012

A Mala de… Mónica Lice!

Mónica Lice, Açoriana com muito orgulho, viveu cinco anos na Guiné-Bissau. Foi por lá que se aventurou nas andanças dos blogs, na altura uma forma de ocupar o tempo e de estar mais em contacto com Portugal. O que ela não podia adivinhar é que dali a uns anos o seu blog seria um dos mais lidos no nosso país. Hoje em dia dedica-se integralmente ao Mini-Saia, como blogger profissional, à consultadoria de imagem e até já lançou um livro com algumas das suas principais dicas de beleza. Sempre viajou muito, mas atualmente ainda mais, a convite de várias marcas internacionais daí ter que fazer e desfazer malas frequentemente. Vamos espreitar a mala de Mónica Lice?

Samsonite – Quais são os objetos que nunca podem ficar esquecidos em casa?

Mónica Lice – O computador (o trabalho acompanha-me sempre), a máquina fotográfica, os carregadores, os cosméticos e os acessórios de beleza básicos, sapatos confortáveis e roupa interior.

Samsonite – Na hora de fazer a mala, consegue dar uso às suas próprias dicas, ou precisa sempre de alguns truques para conseguir fechar a mala?

M.L. – Tenho a sorte de viajar desde a infância e saí de casa aos 18 anos. Por isso, e desde então, aprendi todas as dicas e mais algumas de fazer a mala e de dobrar especificamente a roupa, de modo a ocupar menos espaço. Logo, consigo fechar tranquilamente a mala, sem esforços.

Samsonite – Sabemos que esteve recentemente em Tóquio. O choque cultural é grande…

M.L. – Adorei a viagem! Tóquio é uma das cidades mais fascinantes onde estive – pelo choque cultural, pelos avanços tecnológicos, pela mentalidade das pessoas. O melhor da viagem foi precisamente o contacto com esta cultura, conhecer a cidade acompanhada de um japonês, que nos mostrou o outro lado da cidade e nos explicou, por dentro, tradições e vivências. Não tenho nada de negativo a apontar. Claro que a viagem é muito longa, a diferença horária e as altas temperaturas de Tóquio em agosto são complicadas de gerir no início, mas faz tudo parte da experiência que, no final, valeu mesmo muito a pena!

Samsonite – E já se perdeu em algum dos países que visitou, em Toquio por exemplo – que é tão grande -, ou tem uma orientação de fazer inveja?

M.L. – Tenho uma boa orientação, mas já me perdi, sim! Curiosamente, em Tóquio, a única vez que me perdi foi dentro do metro, ao tentar descobrir uma saída específica. Estava numa estação de metro com cerca de 40 saídas diferentes e procurava sair numa direção concreta. Foram necessários cerca de 20 minutos para me situar!

Samsonite – De todas as viagens que já fez, quais as melhores recordações?

M.L. – Tenho a sorte de já ter feito viagens marcantes, em vários pontos do globo. Viajei por terra, de Portugal até à Guiné-Bissau e adorei! Fui com um casal de amigos e, no meio de muitas aventuras e peripécias, com direito a uma passagem pelo deserto, lá chegamos, seis dias depois. Na Guiné-Bissau, adorava ir até aos Bijagós – trata-se de um grande arquipélago, cheio de ilhas, algumas das quais quase desertas, com praias virgens, desertas e lindas. Em algumas das viagens feitas para lá, de barco, desde Bissau, sofri dois naufrágios, um dos quais noturno e algo complicado… Com 16 anos viajei sozinha para os EUA e estive lá cerca de 2 meses, em casa de familiares e de amigos. Foi outra viagem marcante. Israel, Brasil, Grécia, são outras viagens que me trazem ótimas recordações…

Samsonite: E se tivesse de escolher uma viagem de sonho, qual seria?

M.L. – Gostava de conhecer melhor a América do Sul, de ir à Austrália e à Nova Zelândia, de conhecer Moçambique…

Samsonite: Agora sobre malas, há alguma história relacionada com a sua mala de viagem de que nunca se irá esquecer?

M.L. – Quando fui pela primeira vez à Guiné-Bissau não sabia muito bem como seria – se iria ficar lá muitos meses, anos, ou não. Por isso, levava “uma vida” comigo e, ao entrar no autocarro, para ir até ao avião, pediram que deixasse o trolley e levasse apenas a mochila, por questões de espaço. Ao chegar a Bissau, no meio do calor e da confusão que é o aeroporto (com centenas de pessoas, que não viajaram, junto às malas), esperei e esperei pelo trolley, que foi a última bagagem a chegar. Só quando cheguei a casa é que reparei que me tinham aberto a mala e retirado todos os CD´s que levava (provavelmente o que de mais precioso levava comigo, naquela altura). Anos mais tarde, numa rádio, em Bissau, encontrei a bolsa dos CD´s, mas não estava la dentro nenhum dos meus – de jazz e de bossa nova, na sua maioria.

Samsonite: Uma coincidência incrível! No entanto, a imagem que nos envia não é da Guiné-Bissau, que tanto a marcou….

M.L. – Não, foi tirada em 2006, em Nova Iorque, junto de um dos principais Clubes de Jazz do mundo. Foi a primeira vez que fui a Nova Iorque e a terceira aos EUA, mas foi, sem dúvida, marcante, pela companhia e pela descoberta!

Samsonite: E se pudesse espreitar uma mala de viagem, de quem seria?

M.L. – Gostava de espreitar as malas de celebridades do mundo da moda, como a Anna Dello Russo, por exemplo. Gostava de perceber com quantas malas viaja, para conseguir transportar todas as roupas e acessórios que usa, nos mais variados eventos.

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