Monthly Archives: Julho 2012

Vai viajar de avião com crianças?

Se vai viajar com crianças, este post é para si! Se viajar de avião já é, em si, uma verdadeira aventura, fazê-lo com uma ou mais crianças é-o ainda mais. Seja a primeira ou a décima vez que faz uma viagem de avião com a pequenada, nunca é demais lembrar algumas dicas básicas para que tudo corra bem desde o check-in até à chegada ao vosso destino.

Check-in

Fazer o check-in requer que chegue ao aeroporto com uma antecedência mínima de duas horas (dependendo do destino), mas se vai viajar com crianças, tudo pode atrasar-se – andam mais devagar, precisam de ir à casa-de-banho, de beber água… Para evitar andar a correr pelo aeroporto com sacos às costas e uma criança ao colo, em riscos de perder o avião, adicione pelo menos mais uma hora a esse tempo. O essencial é iniciar a viagem com tempo e muita calma… Vai precisá-la para o que vier a seguir.

Antes do embarque

Se chegou ao aeroporto com muita antecedência e fez o check-in cedo, terá provavelmente algum tempo livre para queimar antes da hora de embarque. Esta é uma boa altura para explicar às crianças o que vai acontecer a partir daqui e como vai ser o voo; para irem à casa de banho, comer ou beber qualquer coisa e até tomar algum medicamento para o enjoo, no caso de alguém não tolerar bem as viagens. Deixe a criança brincar e correr um pouco na zona de espera – é uma maneira de ela se cansar e provavelmente fazer a viagem mais calma e/ou até dormir.

Levantar voo e aterrar

A descolagem e a aterragem são dos momentos mais críticos de uma viagem de avião porque a pressão que exerce sobre os ouvidos pode ser dolorosa ou desconfortável. Tenha preparado para estes dois momentos, algo que a criança possa mastigar ou beber; assim como algo que a costuma aliviar em momentos de choro, como uma chupeta, manta ou peluche.

Divertimento no ar

Esta é a parte mais importante de fazer uma viajem de avião com crianças porque, quer o voo seja de curta ou longa duração, se não tiver forma como entreter a pequenada, a viagem vai parecer interminável e a sua paciência vai esgotar-se. Leve uma mochila com brinquedos diferentes, um DVD portátil e alguns filmes preferidos, livros, desenhos para colorir e atividades com as quais pode entreter as crianças. No entanto, evite brinquedos com muitas peças ou que requerem muito espaço e tente não desvendar todo o conteúdo da mochila de uma só vez – terá de manter a criança divertida durante algum tempo, por isso, retire apenas um brinquedo ou livro de cada vez ou então sempre que a criança mostrar sinais de aborrecimento. Mesmo assim, as crianças não conseguem ficar quietas no mesmo sítio durante muito tempo, por isso, para evitar os “bichos-carpinteiros”, levante-se e dê uma volta pelo avião com a criança pelo menos uma vez por hora.

Alimentação em altitude

Em viagens de avião, a hora da refeição funciona, simultaneamente, como uma forma de passar o tempo. Porém, a comida servida nos aviões nem sempre agrada a todos e, se o seu filho não for um “bom garfo”, é importante que leve consigo alguns snacks, fruta ou outros alimentos que a criança aprecie. Se tiver de aquecer algum alimento, peça à hospedeira com alguma antecedência, uma vez que podem não poder atendê-lo de imediato. Se a criança comer a refeição servida pela linha aérea, certifique-se que não esteja demasiada quente e se precisa de cortar os alimentos em porções mais pequenas. Por causa do ar seco que circula no avião, é fundamental manter a criança hidratada, de preferência com o consumo de água.

Hora de dormir

Conseguir que uma criança durma durante uma viagem de avião é a melhor forma de viajar com a pequenada e muitos pais começam a escolher as horas em que pretendem viajar para que estejam de acordo com a hora da sesta dos filhos ou então escolhem um voo que seja durante a noite. Ambas as opções são práticas, principalmente se tiver uma criança pequena ou mais do que uma.

Lidar com birras

As crianças e as birras estão de mãos dadas em qualquer situação, incluindo uma vagem de avião – o que pode tornar-se constrangedor porque não se podem retirar da situação e porque não estão sozinhos. Embora seja chato incomodar os restantes passageiros com uma criança aos berros, tente manter a calma e não se junte à festa. Leve a criança à casa-de-banho para refrescar o rosto, ande um pouco a pé com ela, leia um livro, ofereça-lhe um snack, tente adormecê-la, dê-lhe um novo brinquedo, ou conte-lhe sobre o vosso destino, quem está à vossa espera e o que vão fazer de divertido quando lá chegarem. Tenha paciência e experimente de tudo um pouco, a criança acabará por se acalmar.

Descubra ainda aqui algumas respostas para as perguntas mais comuns, relativamente a burocracia e logística:

P. Tenho uma criança com 2 anos, pode ficar a dormir connosco ou deverei levar uma cama?

R. A maioria das unidades hoteleiras, fornece berços ou camas extras, dependendo da idade. Poderá ser cobrado um suplemento. Normalmente ate aos 2 anos são gratuitos. Informe-se no hotel sobre as condições.

P. Vou viajar com um bebé de um ano. Ele pode ter lugar no avião?

R. Pode. Os bebes ate aos 23 meses podem viajar ao colo da mãe não ocupando lugar, no entanto podem ter lugar no avião desde que paguem o valor referente ao bilhete de criança.

P. Vou viajar com menores. Que documentos são necessários?

R. Todos os menores, que viajem em Portugal, por avião, deverão ser portadores de Bilhete de Identidade válido. O Bilhete de Avião deverá ter nome igual ao do B.I. para completa identificação do menor pelas autoridades aero-portuárias. Por outro lado, todos os menores que viajem para o estrangeiro, independentemente de quem os acompanhe, deverão estar munidos de Bilhete de Identidade, quando se desloquem no espaço da União Europeia. Fora desta, para qualquer outro país, deverão estar munidos de Bilhete de Identidade e do Passaporte.

P. O meu filho for viajar sem o acompanhamento dos pais. O que é necessário?

R. Com a entrada em vigor do Dec. Lei 83/2000, de 11 de Maio, em 01 de Janeiro de 2001, passou a haver um novo regime de entrada e saída de menores do Território Nacional. Assim, os menores, filhos de pais casados, deverão ser possuidores de autorização de saída, emitida e assinada pelos pais – com assinaturas reconhecidas, no caso de saírem sós ou acompanhados de terceiros.

P. E se o meu filho for viajar só com um dos pais?

R. No caso em que o menor sai apenas acompanhado por um dos progenitores é sempre necessária a apresentação de autorização do outro, reconhecida por notário ou junto de um advogado.

Agora que esclareceu algumas das suas dúvidas, lembre-se também destas dicas:

– Planeie apenas uma actividade grande por dia, pois as crianças cansam-se muito rapidamente. Se for visitar muitos museus, tenha a certeza que vai ouvir muitos “berreiros”, por isso adeqúe as atividades aos interesses dos mais pequenos.

– Se for para a praia, alerte-os para os perigos da água, leve uma t-shirt, chapéu, protetor solar, água e comida e claro, não tire os olhos dos mais pequenos.

– Inclua nas suas férias diversões como uma visita a algum parque aquático, uma ida a um Jardim Zoológico ou outra.

– Cumpra as horas de sono da criança e a alimentação o mais próxima possível do habitual.

– Leve a mantinha preferida dele ou a almofada e os seus brinquedos favoritos, para que se sinta em casa, no quarto do Hotel. Se possível, leve também uma luz de presença.

Não se esqueça do mais importante: as férias são sempre motivo de alegria, quer para grandes, quer pequenos, ainda que com crianças possam ser dias menos tranquilos. Prepare a viagem com alguma antecedência e lembre-se que viajar é sinónimo de quebrar a rotina e uma excelente oportunidade para passar mais tempo em família. Desfrute dela e… Boas férias!

Fontes de informação:

http://www.pequenada.com

http://www.abreu.pt

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Fazer a mala de viagem: ordem ou caos?…

Na Time Out Lisboa desta semana saiu um artigo que vai ajudá-lo a organizar-se para que tenha um início de férias muito agradável. Se acha que o tempo é sempre pouco para fazer a mala, que leva sempre roupa a mais ou a menos, ou, até mesmo, que nunca encontra o que quer dentro da sua própria mala de viagem, leia aqui as dicas eficazes que a personal stylist Vivi Harle dá aos leitores da Time Out Lisboa.

“Na hora de fazer as malas…

…tudo fica mais complicado. Por isso mesmo, pedimos ajuda a Vivi Harle, que, para além de personal stylist, tem o dom de trazer ordem ao caos que se instala na altura de fazer a mala. E porque essa é mesmo a sua especialidade, aqui ficam algumas dicas.

Antecedência: O ideal é começar a separar algumas roupas uma semana antes, sempre de olho nas previsões meteorológicas para o destino e tendo em conta as actividades que irá realizar.

Listas: Fazer uma lista permite-lhe ganhar tempo e garante que não se vai esquecer de nada. Poderá fazer três listas: uma para a roupa, outra só com os itens e necessaire e uma terceira com o que não pode faltar na sua mala de mão.

O que levar: Coloque tudo o que quer levar em pequenas pilhas sobre a cama e, a partir daí, construa um coordenado para cada dia. Pode sempre selecionar peças de fácil conjugação que componham mais do que um visual. Tenha o cuidado de escolher cores neutras para as peças-chave e só depois selecionar outras com padrões estampados.

Como arrumar:  As calças ficam no fundo da mala, mas deixe as pernas de fora para virar e cobrir tudo no final. De seguida, os casacos, calções, saias e vestidos, bem estendidos para não amarrotar. O calçado, sempre em sacos individuais. O necessaire, as peças enroladas e as malas devem acomodar-se a seguir.

Então e o peso?  Os livros pesam muito, por isso é melhor levá-los na mala de mão. Vestir as peças mais pesadas durante a viagem também ajuda e, se puder, pese a mala antes de sair de casa, para que no aeroporto não haja surpresas desagradáveis.”

Agora que já está a par de todos os truques, quando for viajar da próxima vez, lembre-se deles!

Malas de Cabine: Leva a mala certa?

Antes de uma viagem, invariavelmente o mesmo dilema: o que levar na mala de viagem? Ou melhor, o que deixar em casa? Tem sempre vontade de levar tudo e mais alguma coisa, não vá aqueles jeans novos fazerem falta quando estiver a milhares de quilómetros de distância de casa. Obviamente que isso é impossível, ainda mais se for viajar de avião, pois as companhias aéreas têm todas medidas muito restritas relativamente à  bagagem de porão e ainda mais no que diz respeito à de mão. Atualmente são cada vez mais rigorosas e dão imensa importância ao peso, o que não acontecia anteriormente.

O ideal é levar sempre uma mala de cabine, mesmo que leve outra (ou outras) de porão, por uma questão de prevenção. Não vá a mala perder-se e ficar de mãos a abanar num país longínquo, enquanto a situação não é resolvida. Nessa mala, deverá levar os objetos essenciais, dependendo do tipo de viagem que faça. Roupa interior, chinelos de praia, um pijama, uns jeans, um casaco para as noites mais frias, um fato de banho, algumas t-shirts e uns calções são imprescindíveis numas férias de praia. Produtos de higiene pessoal e de beleza também são essenciais, mas tenha muita atenção às normas sobre transporte de líquidos e outros objetos potencialmente perigosos. Atenção porque a palavra “líquidos” tem um sentido muito mais vasto do que o que possa inicialmente pensar. Por exemplo: neste contexto, os bálsamos para os lábios, batons, cremes das mãos, desodorizantes e lacas de cabelo são todos considerados como líquidos. Sobre todos esses produtos aplicam-se as seguintes normas:

  • O líquido deve estar numa embalagem com um volume máximo de 100 ml (mesmo que a embalagem esteja a meio, o que interessa é o volume que nela está escrito);
  • Todas as embalagens devem caber confortavelmente dentro de um saco de plástico transparente, que possa voltar a ser selado, com uma dimensão não superior a 20 x 20 cm (estes sacos vendem-se ou são oferecidos gratuitamente, dependendo dos aeroportos, mas se conseguir levar de casa já pronto, melhor, poupa tempo];
  • Na segurança do aeroporto, este saco deve ser retirado da bagagem de mão e mostrado em separado.

Ser-lhe-à pedido que se desfaça de todos os líquidos que não cumprirem estas regras. Aconselhamos no entanto que se informe-se  sobre a legislação em vigor próximo da data em que vai viajar.

Por outro lado, para que não tenha uma surpresa desagradável no momento do check-in- e tenha de pagar a tarifa de despache da mala para o porão, ou em último caso, de vestir várias peças de roupa para evitar esse gasto imprevisto ou até mesmo livrar-se de alguns dos seus objetos mais queridos – confirme sempre antes de iniciar os preparativos para a viagem, quais as dimensões e peso permitidos pela companhia aérea em que vai viajar. Nós facilitamos essa tarefa. Pode consultar aqui a informação em vigor nas companhias aéreas mais populares:

Dimensões: 55 x 40 x 20; Peso: 8 Kg

Dimensões: 55 x 40 x 20; Peso: 6 Kg

Dimensões: 56 x 45 x 25

Dimensões: 55 x 35 x 25; Peso: 12 Kg

Dimensões: 56 x 45 x 25

Dimensões: 55 x 40 x 23; Peso: 10 Kg

Agora que já está a par das dimensões e peso aceites pela companhia aérea onde vai viajar, espreite aqui as nossas sugestões de diferentes tipos de mala de cabine…

Cosmolite – Pvp. 316€ Dimensões: 38 X 23 X 55 cm     Peso: 22,2 Kg

Cubelite – Pvp. 323€   Dimensões: 38 X 20 X 55 cm       Peso: 2,30 Kg

Essensis – Pvp. 194€    Dimensões: 40 X 22,5 X 55 cm  Peso: 3,00 Kg

B-Lite Fresh – Pvp. 142€     Dimensões: 35 X 20 X 50 cm    Peso: 1,96 Kg

B-Lite – Pvp. 163,00€        Dimensões 37,5 X 20 X 55 cm Peso: 2,5 Kg

Sahora – Pvp. 153€    Dimensões: 36,5 X 20 X 50 cm     Peso: 2,58 Kg

Boa viagem!

A Explorar a Rota dos Sabores: Turquia

Turquia, Índia e Vietname: As cores e os cheiros. A essência da gastronomia de três destinos de sonho. O que estimula o paladar, provoca emoções, desperta os sentidos… A intensa conquista do palato dominada por culturas tão distintas, ora envolvidas em frutos secos ora nos sabores intensos das especiarias, ora na cozinha perfumada. Um menu equilibrado, com requinte q.b. e uma pitada de aventura. Tudo a postos para conhecer novos mundos?

Ainda a propósito da 8º edição da revista Soltrópico, onde pode encontrar uma deliciosa proposta para viajar entre sabores, arquitetura e beleza natural do Oriente, deixamos aqui várias sugestões para uma viagem inesquecível.

Se este Verão procura dar um saltinho fora da Europa, mas ainda não conseguiu decidir o destino perfeito, aproveite as propostas do artigo “A explorar a rota dos sabores”, que inclui três deslumbrantes países.

Para começarmos mais próximo de casa, hoje damos-lhe a conhecer algumas curiosidades da Turquia, país com um pé na Europa e outro na Ásia e, como tal, muito rico culturalmente.

Dos outros tempos, persiste a memória de um país que foi um importante centro de rotas comerciais entre os dois lados do mundo. E, em simultâneo, ou talvez por isso, o ponto de encontro de culturas que extravasam para uma gastronomia secular, temperada de uma fusão de sabores provenientes do oriente, do mediterrâneo e do ocidente.

Turquia

Um misto de aromas de especiarias, como a noz-moscada, o cominho, a hortelã, o tomilho, o manjericão, o açafrão, as pimentas… Pistachios, amêndoas, nozes, avelãs, damascos… Ingredientes secretos que encontra no Mercado de Especiarias, em Istambul. Falamos do principal pólo cultural, comercial, industrial e universitário da Turquia, na qual há zonas históricas declaradas, desde 1985, como Património da Humanidade pela UNESCO. (…) 

 

Incursão pelo Mar de Marmara

Para quem anseia por umas férias estivais entregues ao descanso, fica a sugestão de uma viagem de cruzeiro nos tradicionais barcos de madeira, os gulet, cujo embarque é feito em Bodrum, uma das estâncias balneares mais cobiçadas da Turquia. Este é o ponto de partida para a “Blue Voyage”, a proposta da Soltrópico, rumo a uma paisagem emoldurada por enseadas e baías que decoram a costa banhada pelas águas tranquilas do Mar de Marmara.

A Ilha de Orak, conhecida pela sua fauna marinha e pelas suas águas cristalinas, é o destino que se segue neste percurso marítimo, que convida ao mergulho e ao repouso total. Yedi Adalar, conhecida como a baía das “sete ilhas”, é o destino eleito para mergulhar nos recifes de corais de sonho, fazer caminhadas e descansar. À noite, o jantar é agraciado pelos deleitosos sabores da gastronomia turca, sem esquecer a doçaria tradicional do país. (…)

Consulte o  artigo completo aqui. Se ficou rendido, espreite o site da Soltrópico, existem opções desde 878€!

De férias com… Mónica Lice!

A 8ª edição da revista Soltrópico foi lançada em Junho, mantendo-se até Outubro, e destaca os melhores destinos para fugir à rotina e descansar durante esta estação. Croácia, Riviera de Antalya, Saïdia, Porto Santo e Cabo Verde são alguns dos destinos propostos pela Soltrópico para umas férias de relax total.  Se ainda não planeou as suas férias de Verão, inspire-se nestas sugestões e, já agora, espreite a entrevista de Mónica Lice, do Mini-Saia, onde a blogger fala de viagens, férias e memórias…

É de África que Mónica Lice, a conhecida consultora de imagem, stylist e blogger do Mini Saia, guarda “recordações profundas”. Memórias dos cinco anos que passou 
na Guiné-Bissau, época em que lançou 
o referido blogue dedicado a conselhos de moda e de beleza. Mas foi o Senegal um dos “destinos de férias preferidos”.

 Soltrópico – Qual o destino que mais a fascinou até hoje?

Mónica Lice – Gosto muito de África. Vivi por lá cerca de cinco anos, na Guiné-Bissau, e viajava muito naquela região. Um dos meus destinos de férias preferido, na altura, era o Senegal. Trata-se de um país que oferece ótimas praias, uma vida cultural na cidade muito interessante; a ilha de Goré (que era a porta de saída dos escravos rumo à América), entre outras coisas fascinantes.

Soltrópico – Que monumentos ou locais emblemáticos aconselha vivamente 
a visitar?

M. L. – No Senegal, aconselho dois destinos: a ilha de Goré e o Lago Rosa. A ilha é património mundial da UNESCO; é habitada e está totalmente preservada, com casas coloridas, de estilo senhorial. Carrega ainda a forte memória do passado. A “casa dos escravos” é um desses exemplos que me marcou, até hoje. Quanto ao Lago Rosa, tem este nome por causa do sal, que dá cor às suas águas, vale a pena visitá-lo, se for a Dakar.

Soltrópico – Fale-nos das recordações que trouxe na bagagem, na máquina fotográfica, na memória…

M. L. – África marca e é impossível vir de lá sem recordações profundas, não tanto na mala, mas sim na memória. Acima de tudo, por lá percebe-se que a vida é bonita e deve ser vivida sem complicações. Que é possível ser-se feliz com pouco, que a família é vital ao nosso desenvolvimento.

Soltrópico – O que não dispensa em levar numa viagem?

M. L. – Gosto de levar a máquina fotográfica, um guia ou indicações sobre o local, roupa confortável e apropriada ao destino, protetor solar e óculos de sol. E, por razões laborais, nos últimos anos, o computador costuma acompanhar-me.

Soltrópico – Tem por hábito fazer um roteiro sobre o que pretende conhecer ou prefere andar ao sabor do vento?

M. L. – Depende muito das circunstâncias. Se for sozinha ou num grupo pequeno, gosto de ir traçando um roteiro, mas diário, na véspera. Nada muito planeado porque, por vezes, temos de mudar os planos à última hora. Se for num grupo maior, sigo o roteiro traçado pelo guia, por exemplo.

Soltrópico – Já experimentou a sensação de querer permanecer num país ou numa cidade por onde passeou? Qual?

M. L. – Sim, algumas vezes. Estive há poucas semanas em Copenhaga e fiquei com vontade de ficar por lá mais tempo, conhecer melhor a cidade e o resto do país. Em Nova Iorque também me aconteceu o mesmo. Fiquei com vontade de viver por lá uma temporada da minha vida, pois acho que seria muito enriquecedor a vários níveis.

Se gostou da sugestão de Mónica Lice e quer passar umas férias no Senegal, aproveite o programa Soltrópico

Senegal – Dakar (5 dias / 4 noites) – Válido entre 01/06 e 31/10/2012

  • Al Baraka ** – Duplo: desde 740,00€ em regime APA
  • Farid *** – Duplo: desde 828,00€ em regime APA
  • La Madrague ***  – Duplo: desde 841,00€ em regime APA
  • Pullman Terranga *** – Duplo: desde 895,00€ em regime APA

*Taxas de aeroporto, segurança e combustível 288,00€, com partida de Lisboa.

A Mala de… Miguel Duarte!

Quem é Miguel Duarte, perguntam. É o nome por trás da Samsonite, em Portugal. Miguel Duarte faz tudo [como costuma dizer] na Modarte, a empresa que representa a Samsonite no nosso país e onde trabalha há já 14 anos. É um apaixonado por malas de viagem e afirma que nunca usou nenhuma de outra marca. Só não tem mais em casa, por falta de espaço. Em conversa com o By Your Side, revelou-nos alguns pormenores surpreendentes sobre as malas mais antigas – traziam um manual de instruções para dobrar roupa. E ainda nos brindou com uma foto muito divertida, tirada a propósito dos 100 anos da marca.

Samsonite –  O que é que podemos encontrar na sua mala de viagem?

Miguel Duarte – De tudo um pouco… Infelizmente levo sempre coisas a mais. Como não tenho tempo de planear a viagem nem a mala, na dúvida meto tudo lá para dentro. Mas também depende da viagem, se é de trabalho ou lazer. Quando vou em trabalho preocupo-me por levar sempre um blazer e apesar de estar “fora de moda” levo sempre uma gravata.

Samsonite – Quantas malas tem atualmente?

M. D. – Mais de 10… O problema é que adoro os produtos que vendo! Só não tenho em casa por falta de espaço.

Samsonite – Tem alguma preferida? 

M. D. – Apesar de ter muitas malas, quando vou em família levo sempre umas malas “antigas”, com 15 anos, que foram oferecidas pelo meu pai. São daquelas malas horizontais, que pesam 7 kg, mas não sei porquê tenho uma relação emocional com elas.

Samsonite – Tem sempre as últimas novidades ou “em casa de ferreiro, espeto de pau”, como diz o ditado?

M. D. – Sempre que sai algum modelo inovador ou com algo especial, não resisto em trazer uma para casa e testá-la. Renovo o meu “stock” pessoal de malas sempre que alguma me chama a atenção. Por outro lado, tenho um exemplo na família oposto, o meu pai, que tem uma mala com mais de 20 anos.

Samsonite – Gosta de malas arrojadas ou prefere as clássicas?

M. D. – Gosto de malas arrojadas, quando as mesmas têm uma história relativa ao design ou conceito. Se forem simplesmente arrojadas pela imagem, mas sem algum detalhe diferente, prefiro as clássicas.  Mas confesso que os modelos que uso são mais clássicos.

Samsonite – Confesse: já usou alguma vez malas de outra marca ou nem sequer nunca experimentou?

M. D. – Nunca usei malas de outras marcas, mas conheço pessoas na Samsonite que o fazem, de propósito, para testar a concorrência.

Samsonite – Com tanta experiência em malas, quer partilhar técnica para fazer com que o que coloca na sua mala de viagem chegue ao destino impecavelmente arrumado?…

M. D. – Tenho, principalmente com os blazers. As malas mais antigas tinham mais cuidado com a arrumação dos fatos porque reflectiam a moda de então. Era normal terem um kit interior e um manual com explicações sobre como dobrar convenientemente blazers, camisas, etc. Como ainda tenho essas malas, guardei as instruções e confesso que as uso sempre que levo peças mais clássicas.

Samsonite – Quantos países já visitou?

M. D. – Alguns, mas existem muitos por visitar. Possivelmente terei visitado uns 20. Marcou-me especialmente uma viagem que fiz à África do sul, pois é um país imenso, surpreendente e diversificado. Temos Capetown que é primeiro mundo, depois temos as vinhas, o Kruger Park, o Soweto,… Recomendo. Julgo que ninguém fica indiferente às gentes e terras de África.

Samsonite – E o que tem a dizer sobre a fotografia que nos enviou?

M. D. – [risos] Foi tirada num evento internacional da Samsonite em Budapeste, em 2010, por altura das comemorações do centenário da marca. Fazemos sempre coisas muito divertidas: neste encontro vestimos-nos à anos 20 e simulamos o espírito das viagens da época, com um cenário à altura.

Samsonite – Voltando às malas, como seria a sua mala perfeita?

M. D. – Tipo Sport Billy, pequena mas onde cabe tudo lá dentro, como que por magia!

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. D. – Talvez a do Bill Gates, por exemplo. Porque sempre o tive como ídolo e gostava de saber se leva livros (e quais) ou tablets.

Obrigada Miguel. Acreditamos que muitos tenham ficado curiosos sobre as técnicas de dobrar roupa que vinham nos manuais antigos e por isso parece-nos uma ótima sugestão para um tema futuro aqui no blog By Your Side. 

A Mala de… Manuel Forjaz!

Quem é Manuel Forjaz? Essa é talvez uma pergunta de difícil resposta. Manuel Forjaz é um bom pai, um razoável marido, amigo fiel e sempre presente, um professor motivador para alguns, um viajante relaxado,… Sobre ele, poder-se-ia dizer, por exemplo, que deu (e continua a dar) centenas de conferências, encontros, seminários e cadeiras em pós-graduações e licenciaturas, particularmente na área da inovação, gestão e do empreendedorismo, que trabalhou seis anos em Marketing e Vendas na Unilever, que foi Diretor Geral da Bertrand, Administrador da Mediapress, que ajudou a fundar e desenvolver muitas das iniciativas que mais contribuíram para o fomento do empreendedorismo em Portugal, nomeadamente na ANJE, que publicou o livro “A Bela, Belmiro e Empreendedores”, que atualmente gere a Ideiateca Consultores e que é host do TEDxO´Porto. Mas isso seria pouco. Manuel Forjaz é muito mais… Manuel Forjaz gosta de motivar as pessoas a usarem o cérebro e a encontrarem o seu caminho. É apaixonado por xadrez, cozinha, vinhos e jornais e adora visitar países onde se comem beringelas. Principalmente, Manuel Forjaz é apaixonado pela vida.

 Samsonite – O que é que se pode encontrar na mala de viagem de Manuel Forjaz?

Manuel Forjaz – Três boxers pretos, três t-shirts pretas, três t-shirts brancas, três long sleeves pretas, dois polos Banana Republic usados, velhos e uma Lacoste de manga comprida velha. Pasta e escova dentes e um Deo Roll-On sem cheiro.

Samsonite – Viaja muito?

M. F. – Demais.

Samsonite – Qual a primeira viagem marcante de que tem memória?

M. F. – Foi em 1970, de Boing 747, em primeira classe, de Lourenço Marques para Lisboa. Em 2001 à Coreia do Norte – pelas razões que todos conhecem, num ano em que o total de estrageiros que entrou no país foi inferior a 500 e incluía ONGs.

Samsonite – Faz alguma ideia de quantos países diferentes já visitou?

M. F. – Faço: oitenta e sete! Até Fevereiro do próximo ano, conto visitar mais dezanove.

Samsonite – Gosta de viajar em família, com amigos, sozinho,…

M. F. – Com família, África e mar; Com o Peter, países merdosos onde há beringelas. Sozinho, de carro ou mota.

Samsonite – Onde tirou esta fotografia e que histórias é que tem para nos contar sobre ela?

M. F. – Em Bacu, capital do Azerbaijão! Interessante é a farda de viagem: Lacoste de manga comprida, calças de bolsos e as botas de camurça que estiveram em mais de 60 países e ainda as guardo. Em Bacu estivemos quase a comprar uma plataforma desativada, baratíssima, mas depois não sabia o que fazer com ela…. E comi das melhores beringelas azuis da minha vida, obviamente depois de uma noite na ópera!

Samsonite – Tem alguma viagem de sonho que esteja próxima de se concretizar?

M. F. – Pitcairn, Taiti, Ilha da Páscoa e Santiago. Entre 21 de Junho e 4 de Julho, 17 países nos Balcãs, de carro com os filhotes.

Samsonite – Vem sempre com a mala cheia de recordações?

M. F. – Zero. Não cabem na minha mala. Nunca compro recordações, detesto recordações. Só gosto de memórias e poucas fotos.

Samsonite – Tem alguma ligação especial com a sua mala de viagem ou não lhe liga nenhuma?

M. F. – Não tenho qualquer ligação, no entanto gostava de desenhar a mala perfeita… Uma vez, dei a volta ao mundo durante semanas com filhotes e uma mochila de 25x20x15…

Samsonite – Já teve alguma peripécia engraçada com uma mala de viagem?

M. F. – Já comecei uma viagem sem mala e tive que comprar uma logo no segundo aeroporto. Noutra viagem, tive que a trocar a minha mala por uma pior, mas com direito a uma refeição.

Samsonite – E se pudesse espreitar a mala de alguém?…

M. F. – Gostava de espreitar a de António Horta Osório, para verificar a ordem e rigor de uma cabeça muito organizada.